Por Robson de Andrade Neves
Muitos se perguntam, por que Deus sendo dono do ouro e da prata permite uns terem tanto dinheiro e outros passarem fome sem ter sequer condições de comer dignamente?
Muitos se perguntam, por que Deus sendo dono do ouro e da prata permite uns terem tanto dinheiro e outros passarem fome sem ter sequer condições de comer dignamente?
Simples, por causa da sua justiça! A simplicidade da resposta
causa indignação e descrença de muitos e, isso, não é novidade.
A acomodação e a ociosidade fazem parte da vida de muita
gente que permanecem numa “zona de conforto” preferindo sempre manter o certo a
se arriscar pelo duvidoso, pensamento típico de quem nasceu para ser calda e
não cabeça.
O temor ao futuro duvidoso faz com que as pessoas permaneçam
no mesmo lugar por vários anos, “quem não
arrisca não petisca” jargão popular, mas de grande efeito na vida dos
grandes empreendedores que sempre adotam as crises
como oportunidades de riqueza e o risco
como princípio do sucesso.
A verdade é que a vida boa foi feita somente para os
corajosos que realmente tem coragem de perseguir e encontrar o seu talento, pois o
trabalho desde os tempos primórdios é coisa de fraco e desajustados com a vida
errante que levam.
Na antiga Grécia o virtuoso que encontrava o seu talento encontrava a alegria e o verdadeiro sentido da vida desejada pelo divino, diferentemente do trabalho, considerado pelos sábios da época coisa de pessoas errantes, infelizes e sem futuro algum.
Tudo é uma questão de decisão, ou se escolhe pela busca do talento
ou pelo trabalho. Encontrar o talento demanda
riscos, desassossegos, inquietações e inconformidades com a “zona de conforto”
a que sempre se encontram os proletariados, diferentemente do trabalho que gera sentimentos
completamente avessos aos citados em linhas anteriores.
Na mudança do pensamento grego para o cristianismo veio a parábola dos talentos relatado na bíblia (Mt 25.15), três
homens ganham quantidades diferentes de talentos (e responsabilidades) segundo
as suas capacidades. “A um deu cinco
talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade;
e, então, partiu.” O interessante é que ninguém recebeu pouco. Apesar de
talentos diferentes, todos receberam talentos. Mesmo o que recebeu apenas um
talento, recebeu algo precioso e de muito valor e podia fazer esse talento
frutificar e não o fez!
No acerto de contas vemos que aquele senhor se alegra com os
servos que multiplicaram o talento que receberam, sem distinção. O que recebeu
menos foi honrado do mesmo jeito que o que recebeu mais. O que o senhor viu foi
à fidelidade no uso daqueles talentos: “Então,
aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo:
Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o
muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mt 25.20-21).
Todos os três homens que receberam talentos foram cobrados
pelo que fizeram com eles. Receber talentos é também receber responsabilidades.
O último, apesar de ter apenas conservado o seu talento, recebeu dura cobrança
por não tê-lo multiplicado. O senhor foi severo com ele, tirando dele aquele
talento: “Respondeu-lhe, porém, o senhor:
Servo mau e negligente sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não
espalhei? (…) Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.” (Mt
25.26, 28).
Veja, portanto, que a decisão de ter uma vida boa está nas
suas mãos e não na de Deus que já te deu o talento, bastando apenas você encontrá-lo e desenvolvê-lo! Invista em você!
Sacrifique pelos seus ideais, seus projetos, não somente exista, mas viva
intensamente a vida dos grandes sentindo as emoções dos riscos e as alegrias
das conquistas. Você é dono do seu destino, nunca se esqueça que o futuro a ti
pertence!
No filme “Nelson Mandela”, me chamou a atenção uma cena em que ele se encontrava na cela a ponto de jogar a toalha e desistir de tudo, então ele conseguia forças se alimentando do seguinte poema: "Não importa o quão
estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o
dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma".
Você é o maestro do seu destino. Veja o que está sendo plantado hoje e você terá uma noção de como será o seu amanhã. O livre arbítrio é teu, escolhe-se pelo sacrifício das lutas, das tentativas muitas vezes imprósperas ou pela comodidade do trabalho resultante de uma mesmice insuportável.
Apesar do trabalho dignificar o homem ele não é da vontade Divina. O trabalho sempre foi coisa de pessoas que não encontraram o talento que Deus lhe dera. Na mudança do pensamento Grego para o Cristianismo, tal fato foi ratificado com a parábola dos talentos que perdura até os dias atuais. Não esqueça! "Você é o senhor do seu destino"!
Se você quer um amanhã melhor não tem outra solução, você tem que agir! O desassossego tem que fazer parte da sua vida com vistas a encontrar o talento que Deus lhe dera. Deus é justo e a parábola dos talentos é ordem expressa para você sair da toca ou da "zona de conforto" para conquistar o sucesso. Não existe uma mágica para a vida boa, o que existe é o desenvolvimento das virtudes humanas da coragem, persistência e da fé! Como dizia Aristóteles: "Toda virtude e toda técnica nascem e se desenvolvem pelo seu exercício". A bem da verdade é que a boa vida sempre foi coisa para corajosos, restando apenas a mísera sobrevivência àqueles que enriquecem os talentosos com os trabalhos de suas mãos.
Apesar do trabalho dignificar o homem ele não é da vontade Divina. O trabalho sempre foi coisa de pessoas que não encontraram o talento que Deus lhe dera. Na mudança do pensamento Grego para o Cristianismo, tal fato foi ratificado com a parábola dos talentos que perdura até os dias atuais. Não esqueça! "Você é o senhor do seu destino"!
Se você quer um amanhã melhor não tem outra solução, você tem que agir! O desassossego tem que fazer parte da sua vida com vistas a encontrar o talento que Deus lhe dera. Deus é justo e a parábola dos talentos é ordem expressa para você sair da toca ou da "zona de conforto" para conquistar o sucesso. Não existe uma mágica para a vida boa, o que existe é o desenvolvimento das virtudes humanas da coragem, persistência e da fé! Como dizia Aristóteles: "Toda virtude e toda técnica nascem e se desenvolvem pelo seu exercício". A bem da verdade é que a boa vida sempre foi coisa para corajosos, restando apenas a mísera sobrevivência àqueles que enriquecem os talentosos com os trabalhos de suas mãos.

Este é o tipo de ideia que deveria ser disseminada desde cedo. Pessoas definem suas escolhas profissionais embasadas em necessidades. Quando não, se deixam influenciadas por sonhos que não os seus. E na maior parte dos casos simplesmente se deixam levar pelos "ventos" do destino, abraçando o que de mais fácil vier as mãos. O resultado não poderia ser diferente, o trabalho fica oposto ao talento, torna-se um fardo necessário à sobrevivência. Que ao tomarmos ciência deste fato possamos agir diferente. O prazer do desfrute de uma vida de qualidade como resultado do exercício de nossos talentos está ao alcance de todos.
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